LÁ SE FOI O MEU AMIGO WILSINHO OTERO
Wilsinho tinha 72 anos e uma verdadeira adoração pela sua mãe, já falecida. Foto/Reproduão
Lá se foi o meu amigo Wilsinho Otero, morto nesta segunda-feira, 19, levado pelo cigarro, que o fazia pigarrear em meio às convicções nem sempre compartilhadas por nós, mas das quais não abria mão.
O intrépido Wilsinho não tinha papas na língua. Falava o que pensava, na lata, e escrevia do mesmo jeito, sem muita cerimônia. A parcimônia passava longe quando se via envolvido em um conflito de ideias.
Era, no entanto, homem de ouvir e falar. E também de rever posições quando se convencia de que as coisas não eram bem como imaginava.
Costumava endurecer na opinião para, depois, ponderar. Fez muitos amigos e inimigos com o editorial E TENHO DITO!, de seu jornal Cultura & Comércio, o mais antigo em atividade em Nova Lima.
Quando me convidou para escrever uma coluna em seu semanário, adverti-o de que talvez não fosse um bom negócio para ele. Afinal, onde boto minha opinião, normalmente nasce um processo.
E ele, incontinenti, respondeu:
— Sem problema. Você fica livre para escrever o que quiser, pode até bater no patrocinador do jornal e no que penso, mas não no que faço. Combinado?!
E assim foi!
