CÂMARA SE PREPARA PARA ANÁLISE DO PLANO DIRETOR DE OLHO NA REGIÃO NOROESTE

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Com mais de mil empresas e uma economia diversificada, o bairro Jardim Canadá, na região Noroeste, é o principal polo industrial do município, além de abrigar os principais parques ecológicos, em uma região de ocupação mista à margewm da BR-040. Foto/Reprodução/Google

 

Até que enfim, o Projeto de Lei da revisão do Plano Diretor chegou à Câmara de Nova Lima para ser debatido e votado. Não conheço o seu conteúdo. Mas sei que não há no documento uma área destinada a um Distrito Industrial.

Aliás, Nova Lima é,talvez, a única cidade de médio porte do País a não ter este espaço dedicado exclusivamente às indústrias, como também não possui um Parque de Exposição, palco de grandes eventos ligados especialmente ao agronegócio, que é o fraco da cidade.

Com isso, o parcelamento do solo em áreas mistas, residencial e industrial, deverá ser atualizado, para ordenar o crescimento da cidade que vem diversificando a sua economia antes baseada apenas na mineração.

A regulamentação do uso e ocupação do solo terá como preocupação maior a preservação das áreas ambientais,principalmente as áreas de Proteção Permanente (APPs) e as Unidades de Conservação (UCs) — as APA, RPPN, etc.

Uma coisa é certa: a região Noroeste –onde fica a base da economia do municípios e as principais áreas de conservação ambiental (parques ecológicos e industrial)–, sofrerá alterações significativa. Até porque é,também, um importante setor residencial em franca expansão.

O bairro Jardim Canadá, o principal polo multifuncional da região, precisa de ser repaginado, com importantes alterações em seu zoneamento. Especialmente em suas áreas mistas.

Aliás, ali tem de tudo : do setor cervejeiro às minas de minério de ferro, passando pelas fábricas, entrepostos, setor de eventos,automotivos, gastronomia, turismo ecológico e o corredor rodoviário de acesso ao Rio e às cidades históricas do Estado.

É, curiosamente, o bairro que tem mais trabalhadores do que moradores, talvez da região metropolitana. Metade da receita do município, hoje na faixa de R$ 1,7 bilhão, sai de seu setor produtivo.

Possui ainda a região um elevado índice da população flutuante e precisa, por este motivo, de uma atenção especial nas regras construtivas para comportar o grande fluxo de trabalhadores, moradores e investidores que atuam na região mais rica economicamente da cidade.

A expectativa é grande em todos os setores da economia, principalmente o do mercado imobiliário.

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