A HISTÓRICA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL DE 1989, COM 22 CANDIDATOS REGISTRADOS NO TSE. A LISTA DOS PRÉ CHEGOU A 24

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Todos os grandes líderes políticos da corrida pelo Planalto em 1989 queriam ser presidente, nesta que foi a primeira eleição popular para o cargo após o regime militar, já que a de 1985, que elegeu Tancredo Neves, foi indireta. Até Silvio Santos e o ex-presidente Jânio Quadros botaram seus nomes na lista, mas acabaram ficando de fora das urnas.

Entre os 22 com candidatura registrada no TSE, estavam verdadeiros ícones da elite política, como Lula (PT), Brizola (PDT) Mário Covas (PSDB), Ulysses Guimarães (PMDB), Paulo Maluf (PDS), Aureliano Chaves (PFL), Roberto Freire (PCB), Enéias (PRONA) e Ronaldo Caiado ( PSD).

Mas, com apoio da grande imprensa, quem venceu foi o alagoano do nanico PRN, Fernando Collor de Mello, o “caçador de marajás” com seu discurso de moralização da vida pública – o judiciário, principalmente-, o mesmo hoje defendido hoje pela direita bolsonarista.

O pré-candidato Caiado, da ala conservadora,  é o único remanescente deste pleito que faz 37 anos. Ele teve menos de 1% dos votos válidos à ocasião.

Tive o privilégio de cobrir esta eleição em Brasília pela Agência de Notícias dos Diários Associados (ANDA) e o Correio Braziliense, além de vários outros veículos para os quais colaborei como freelancer, pois era impossível para muitos ouvir todos os candidatos. Era uma salada de siglas e nomes.

Bem antes da candidatura de Collor, seu comitê de Maceió começou a despejar releases nas principais redações do País com suas falas sobre o combate aos grandes salários nos três poderes da República, especialmente no judiciário. Jovem, bem aparentado e corajoso (adjetivos fartos dos artigos de opinião a seu respeito), o “herói alagoano” tomava aos poucos os espaços dos maiores ícones da política nacional.

Foi assim que Collor chegou ao segundo turno com Lula e ao Palácio do Planalto. Um detalhe: o poderoso Ulysses Guimarães, articulador da eleição de Tancredo Neves, da Assembleia Nacional Constituinte (era o presidente da Câmara Federal quando da promulgação da nova Constituição, em 1988,  e presidente do PMDB, partido que fazia oposição aos militares), teve apenas 4% dos votos.

“Virou um bolo de aniversário”, ele justificou seu pífio desempenho nas urnas, se referindo ao grande número de candidatos.

 

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