CHEGAMOS A MEIO MILHÃO EM 30 DIAS DE VISUALIZAÇÕES NO FACEBOOK, A PLATAFORMA MAIS DEMOCRÁTICA DA INTERNET
A execução do repórter do Correio Brasiliense em novembro de 1984 por homens do Exército e da Polícia Civil do DF é hoje um fato pouco conhecido da nova geração e a recordação deste crime contra a liberdade de expressão por quem reportou o caso e escreveu um livro sobre o crime trouxe à baila a revolta e milhares de manifestações por todo o Brasil. Foto/Correio Brasiliense.
Minha página no Facebook atingiu meio milhão de visualizações somente no mês de maio, com postagens que chegaram a 300 mil visualizações e mais de 500 compartilhamentos.
Este é o resultado de minha volta à pauta nacional retrô que havia abandonado nos últimos anos para me dedicar à atual que, no campo político, entrou em um retrocesso aviltante.
A pauta retrô da época anterior à Internet é extremamente necessária por dois motivos: primeiro, alimentar a internet de fatos não disponível em seus arquivos e, com isso, inacessíveis à atual geração.
Segundo porque, devido à ausência de arquivos contendo fatos passados de alta relevância no Google, no IA e na Wikipédia, estes acontecimentos parecem não ter existido. O que é injusto com. a memória do jornalismo.
Trazer de volta estas histórias significa preservar o passado e serve também de um campo fértil para o aprendizado. O que aconteceu antes nos ensina a reportar o agora, dentro de um processo de evolução dos tempos.
Quanto à pauta atual, especialmente a política, informo que não tenho preferência partidária. Não acho Lula ou alguém da família Bolsonario o candidato ideal para comandar o País no próximo mandato presidencial
Mas é o que temos hoje, devido a um grande erro da elite política brasileira que é narcisista e convenientemente avessa a renovações. Uma herança maldita das oligarquias do atraso pela perpetuação do poder
O controle político de um País em um mesmo grupo ou na mesma família, é uma forma de obter privilégios, enriquecimento ilícito e o domínio sobre ideias maniqueístas em torno do que fazem e pensam.
A geração política longeva não é a solução de um País, embora reconheça a importância da experiência. Mas uma coisa é adquirir conhecimento com o tempo e aplicá-lo para o bem da coletividade.
Outra, bem diferente, é querer se manter no poder para centralizar ideias em torno de um grupo fechado, como se fosse um bloco monolítico intransponível.
Sou peremptoriamente contra a polarização vigente entre bolsonaristas e lulistas na briga pelo poder no País. A rivalidade estimula brigas e ofensas entre a militância, criando laços desenfreados de dependência e lealdade.
É esta vassalagem descomunal que vem espalhando o ódio entre pessoas em todo e qualquer assunto no Brasil. É um momento vergonhoso de nossa história e altamente nefastos para o amanhã de nossos filhos e netos.
É o retrato do Brasil sem futuro, infelizmente!