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Juscelino Kubitscheck governou o País de 1956 a 1961 e Garrastazu Médici de 1969 a 1974. Em apenas 5 anos eles deixaram como legado as duas maiores obras de engenharia da história brasileira.

O Brasil marcado pela corrupção deste século e por uma infraestrutura viária de obras lentas, muitas vezes superfaturadas, conseguiu realizar, no século passado, empreendimentos monumentais.

Brasília foi construída em apenas cinco anos, durante o governo de Juscelino Kubitschek. Já a Ponte Rio-Niterói, inaugurada em 1974, durante o regime militar, tornou-se, à época, a segunda maior ponte marítima do mundo em extensão.

A pergunta que fica é: por que, com toda a tecnologia disponível atualmente, obras infinitamente menores demoram anos para sair do papel e, quando finalmente saem, frequentemente se transformam em escândalos?

A resposta talvez esteja menos na engenharia e mais na gestão pública. Entre a burocracia excessiva, a insegurança jurídica, os interesses políticos, os desvios de recursos e a falta de planejamento, o Brasil parece ter perdido a capacidade de executar grandes projetos com eficiência. A tecnologia avançou, mas a qualidade da administração pública nem sempre acompanhou esse avanço.

A comparação entre diferentes períodos da história não significa ignorar seus erros ou virtudes, mas serve para refletir sobre uma questão fundamental: por que um país que já demonstrou capacidade de realizar obras grandiosas encontra hoje tanta dificuldade para concluir projetos muito mais modestos?

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