VITOR CRITICA NEUTRALIDADE DE PARTIDOS NO PRIMEIRO TURNO E ACUSA LEGENDAS DE POSTURA MERCENÁRIA

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Vitor foi seis vezes prefeito de Nova Lima e quer voltar à Câmara Federal pelo PL. Foto/Beto Novaes/EM

O candidato a deputado federal pelo PL, Vitor Penido, criticou duramente a decisão de partidos políticos de não declarar apoio a candidatos à Presidência da República no primeiro turno das eleições. Para ele, a neutralidade das legendas representa uma desmoralização do processo eleitoral e contribui para estimular a abstenção e o voto nulo.
“Se esses partidos não têm capacidade para apoiar um candidato a presidente, seja ele Flávio, Lula, Caiado ou Zema, então para que servem e qual é a sua utilidade? Isso é, na verdade, um estímulo à abstenção e ao voto nulo”, afirmou.
Na avaliação de Vitor, algumas legendas estariam evitando assumir posição no primeiro turno para observar o desempenho dos presidenciáveis e, posteriormente, negociar apoio no segundo turno.
“Está claro para o eleitor que esses partidos querem testar os candidatos no primeiro turno para, no segundo, negociarem cargos, com um olho no peixe e outro no gato”, criticou.
O candidato foi ainda mais contundente ao questionar o comportamento das siglas que recebem recursos públicos e, ao mesmo tempo, optam pela neutralidade na disputa presidencial.
“Entendo essa manobra não apenas como uma fraude, mas como uma traição à Pátria, porque esses partidos recebem uma fortuna de recursos públicos por meio dos fundos destinados ao financiamento da atividade partidária e eleitoral e, mesmo assim, recusam-se a assumir uma posição diante do eleitor”, declarou.
Vitor também criticou a estratégia de algumas direções partidárias de liberar ou fragmentar os apoios nos estados, permitindo diferentes posicionamentos regionais sem a indicação de um candidato oficial à Presidência.
Para ele, essa postura enfraquece o papel das legendas no debate político nacional.
“Se um partido participa das eleições, apresenta candidatos e recebe recursos públicos, precisa mostrar ao eleitor qual projeto de País defende. Não indicar um candidato à Presidência é, na minha opinião, uma declaração de inutilidade política. Isso precisa mudar”, afirmou.
Vitor defendeu ainda que a atuação dessas legendas seja acompanhada pelos próprios filiados, pelos eleitores e pelas instituições eleitorais, dentro das respectivas competências legais.
“O eleitor precisa avaliar essa postura. Se os partidos não assumem posição em uma eleição presidencial, cabe à sociedade questionar qual é, de fato, a sua utilidade. Na minha avaliação, agem de forma imprestável, inútil e mercenária”, concluiu.
A discussão sobre alianças para a eleição presidencial envolve partidos de diferentes campos ideológicos. Algumas legendas têm optado por adiar definições nacionais, enquanto outras discutem apoios ou permitem que seus diretórios estaduais adotem estratégias próprias.
O financiamento público dos partidos e das campanhas eleitorais também costuma entrar no centro desse debate. Por envolver diferentes mecanismos de distribuição de recursos, eventuais valores destinados às legendas devem ser considerados separadamente entre Fundo Partidário e Fundo Especial de Financiamento de Campanha (Fundo Eleitoral).

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