VEREADOR DE NOVA LIMA FAZ CAMPANHA CONTRA O MERCADO IMOBILIÁRIO, UM DOS CARROS-CHEFE DA ECONOMIA LOCAL
Vereador está no seu segundo mandato e faz oposição ao prefeito João Marcelo Dieguez, para quem perdeu a eleição em 2024. Foto/Internet
Não tenho nada contra o vereador Wesley de Jesus(Republicanos). Pelo contrário, vejo-o como um dos mais bem articulados desta legislatura. Ele se expressa com clareza e assume posições.
Ocorre que o seu argumento de que a sede histórica não pode receber empreendimentos imobiliários de vulto, devido a questão da mobilidade urbana, é a pá de cal no progresso da cidade.
É relegar a sede ao atraso definitivo. Fechar as portas para qualquer possibilidade de mudar este cenário caótico do centro. Afinal, conforme a sua fala, o centro da cidade é um labirinto perene que não comporta mais carros.
Ora, cidade nenhuma com esta característica evolui sem obras de mobilidade urbana que permitam o seu crescimento. Logo, é um problema a ser resolvido pelo poder público, do qual ele é um dos representantes.
Wesley está no seu segundo mandato na Câmara e, se não me falha a memória, não apresentou nenhuma proposta concreta de solução para esta questão da mobilidade urbana. A má vontade política e a indolência é um dos óbices do progresso.
O seu discurso contra novos empreendimentos imobiliários na sede recrudesceu com a Operação Urbana Consorciada (OUC), cujo projeto, do Executivo, propõe a construção de prédios residenciais com espaço para comércio próximo à Praça do Mineiro.
O empreendimento fica no terreno da AngloGold Ashanti que pretende tocar a obra em parceria com a Construtora Concreto, tendo como contrapartida a transformação do Pátio Industrial da antiga Morro Velho em um Museu Terrestre.
Este pátio, com seus galpões, minas desativadas, equipamentos e demais componentes da era do ciclo do ouro na cidade a partir de 1835, foi tombado pelo município e está em ruínas.
Será mesmo que o sapiente vereador, mesmo sabendo da importância deste empreendimento, única alternativa de preservação da memória da cidade é, de fato, contra o projeto, ou é apenas um discurso sofista e retórico por ser oposição ao prefeito?
É aquele negócio, em termos de empreendimentos que geram empregos e renda para o município, o que abunda não prejudica.