QUANDO O ATO DE REPORTAR VIRA VERBETE DO ECONOMÊS

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Não gosto de comparações, mas a diferença do repórter de antes com o de hoje é que o do século passado cavava informações com antena analógica e o atual com satélite.

São mundos diferentes em realidades paralelas, embora o grande diferencial nesta idiossincrasia de dois tempos distintos é a capacidade cognitiva e o discernimento de cada um.

Se o repórter não tem estes dois requisitos básicos do ofício, nada adianta a tecnologia. Pelo contrário, vai é piorar o que já era ruim, pela indolência e o comodismo do tudo na mão.

Por isso a Inteligência Artificial e tudo mais que a internet tem a oferecer em termos de conteúdo e a velocidade da informação, funcionam como um avanço que atrasa a qualidade do produto.

As facilidades são tantas que o repórter perde a tesão para escarafunchar. Ir atrás do fato. O tete-à-tête. A sua capacidade de raciocínio é atrofiada e sobra apenas o cópia e cola.

No universo da economia isso se chama atravessador. Aquele que não produz nada. Compra pronto e passa pra frente visando apenas lucro. Sem preocupação com nada.

É exatamente isso que estamos vendo no mercado da informação automatizada deste mundo digital. Nada se cria, nada se perde. Tudo se transforma.

Ocorre que fato é um só. Não existem dois. Logo, de nada adianta mexer nele para parecer mais atraente, diferente, com um outro viés, porque ele passa a ser simplesmente ilegítimo.

O resultado disso é a desinformação ou Fake News, tanto faz. A mentira. Algo tão comum hoje que perdi a confiança no que andam publicando nesta rede mundial dos computadores.

Prefiro as velhas manias de um velho repórter da idade da pedra bruta.

* A Mea Culpa: publiquei recentemente uma foto encontrada na Internet e descobri, pelas informações de leitores, que se tratava de IA. Uma fraude grotesca.

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