Vitor durante o lançamento do livro em sua homenagem, no ano passado. Foto/Divulgação

O Partido Liberal (PL) do ex-prefeito Vitor Penido instala em Nova Lima nesta segunda-feira, 4, o seu diretório municipal a ser presidido por Sérgio Bittencourt e o lançamento de Vitor como o pré-candidato da legenda na disputa pela prefeitura.

Estão confirmadas, entre outras, as presenças do presidente estadual do partido, deputado Domingos Sávio, e do federal  majoritário em Nova Lima, Nikolas Ferreira, que obteve mais de nove mil votos nas eleições de 2022.

A pré-candidatura de Vitor, seis vezes prefeito da cidade, ocorre em um momento em que ele se encontra inelegível, daí a dúvida se vai ou não disputar o pleito. A sua defesa garante que sim, mas o cumprimento da sentença final vai além do prazo-limite de registro das candidaturas em agosto.

Vitor teria privilegiado um posto de combustível da família licitado em 2001, quando era prefeito. Ele e o filho Vitinho foram condenados em primeira instância em 2014, porém sem perda dos direitos políticos, já que, segundo a sentença, não ocorreu danos ao erário público.

A sua defesa recorreu e a sentença foi alterada no Tribunal de Justiça, decretando a perda do direito político por três anos. O processo transitou em julgado em agosto de 2022, o que o impediria de disputar a prefeitura em 2024, mas a defesa alega  que o último recurso apresentado por ele foi em março de 2021.

Com isso o cálculo do tempo da inelegibilidade é outro, é o que garante a defesa.  O argumento é de que a inelegibilidade deve ser calculada separadamente a partir do último recurso interposto por cada parte, o que torna Vitor inelegível até março de 2024, permitindo assim o registro de sua candidatura em agosto.

Resumindo: Vitinho recorreu da sentença de última instância e Vitor, não, mas há um entendimento de que o processo é um só. Ou seja, independentemente  de recurso ou não, os réus estão condenados até 2025.

Vitor tem 81 anos e revelou a esta página tempos atrás que dificilmente disputaria a prefeitura novamente devido à idade avançada e também pelo fato de já ter dado a sua contribuição de homem público ao município em seus seis mandatos de prefeito e vários outros como deputado estadual e federal.

No seu último mandato (2017-2020), que teve o atual prefeito João Marcelo Dieguez de vice, Vitor pegou a prefeitura quebrada e a entregou ao próprio João Marcelo, que disputou o cargo com o candidato dele, Wesley de Jesus, com as contas saneadas após a reforma administrativa que equilibrou as suas finanças.

João Marcelo vem fazendo um bom governo e dificilmente perderá a eleição para Vitor ou o candidato dele, até porque o saco de pancadas do PL  é o PT que está esfacelado e sem candidato competitivo para desbancar o prefeito.

Desta feita, a polarização direita-esquerda está enfraquecida em Nova Lima e ainda que existisse de forma competitiva, favoreceria ainda mais a reeleição de João Marcelo Dieguez com o fracionamento dos votos da oposição. Vitor entende essa leitura e, por isso, acreditamos que ele não irá se desgastar nesta briga inglória.

O protagonismo proposto por ele no PL local é compreensível, por tudo que representa na vida pública da cidade, mas o partido com certeza terá que arrumar outro candidato e esta é a estratégia: manter Vitor em evidência até encontrar este candidato e montar uma chapa de vereadores forte.

 

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